quinta-feira, janeiro 06, 2011
Deus é responsável pelo Big Bang, diz papa Bento 16
"O Universo não é fruto do acaso, como alguns querem que acreditemos", disse Bento 16 no dia em que os cristãos celebram a Epifania --a Bíblia diz que os três reis magos, seguindo uma estrela, chegaram ao lugar onde Jesus nasceu.
"Contemplando (o Universo), somos convidados a enxergar algo profundo nele: a sabedoria do Criador, a criatividade inesgotável de Deus", disse o papa em sermão para 10 mil fiéis na Basílica de São Pedro.
Nas ocasiões anteriores em que o papa falou sobre a evolução, ele raramente voltou atrás no tempo para discutir conceitos específicos como o do Big Bang, que cientistas acreditam tenha levado à formação do Universo, cerca de 13,7 bilhões de anos atrás.
Pesquisadores da Cern (sigla francesa de Organização Européia de Pesquisa Nuclear, em Genebra) vêm esmagando prótons em velocidade quase igual à da luz para simular as condições que, acreditam, teriam dado origem ao Universo primordial, do qual terminaram por emergir as estrelas, os planetas e a vida na Terra --e possivelmente em outros lugares também.
Alguns ateus afirmam que a ciência pode provar que Deus não existe, mas o papa disse que algumas teorias científicas são "mentalmente limitadoras" porque "chegam apenas até certo ponto (...) e não conseguem explicar a realidade última (...)".
PERGUNTAS SEM RESPOSTAS
O papa declarou que as teorias científicas sobre a origem e o desenvolvimento do Universo e dos humanos, embora não entrem em conflito com a fé, deixam muitas perguntas sem resposta.
"Na beleza do mundo, em seu mistério, sua grandeza e sua racionalidade (...), só podemos nos deixar ser guiados em direção a Deus, criador do Céu e da Terra", disse ele.
Bento 16 e seu predecessor, João Paulo 2º, procuram despir a Igreja da imagem de ser contrária à ciência -rótulo que ela ganhou quando condenou Galileu por ensinar que a Terra gira em volta do Sol, contestando as palavras da Bíblia.
Galileu foi reabilitado, e hoje a Igreja também aceita a evolução como teoria científica e não vê razão pela qual Deus não possa ter empregado um processo evolutivo natural para formar a espécie humana.
A Igreja Católica deixou de ensinar o criacionismo -a ideia de que Deus teria criado o mundo em seis dias, conforme descrito na Bíblia- e diz que o relato bíblico do livro do Gênesis é uma alegoria para explicar como Deus criou o mundo.
Mas a Igreja é contra o uso da evolução para respaldar uma filosofia ateia que nega a existência de Deus ou qualquer participação divina na criação. Ela também é contra o uso do livro do Gênesis como texto científico.
(Folha.com)
quinta-feira, fevereiro 12, 2009
Vaticano reconhece que Charles Darwin tinha razão
O anúncio foi ontem: Vaticano reconhece que Darwin tinha razão. A declaração oficial proclama que a teoria da evolução é compatível com a fé cristã.segunda-feira, setembro 25, 2006
Descoberta de fóssil causa nova discussão na batalha criação X evolução
Com a matéria: "Encontrada a Primeira Criança - descobertos ossos de 3,3 milhões de anos", a Revista National Geographic americana, que chega às bancas no mês de outubro estampa uma foto do rosto daquela que seria a primeira criança. Segundo eles, esta descoberta joga luz sobre um período ainda pouco conhecido da evolução: aquele em que os ancestrais do homem perdiam os últimos traços herdados dos macacos.Esta mesma matéria, publicada na edição semanal de Veja, de 27 de setembro, sob o título "A menina que subia em árvores", demonstra mais uma vez que os meios de comunicação perdem a oportunidade de ficarem calados, quando eles mesmos afirmam que as descobertas são baseadas em teorias e suposições e não em evidências.
Comentando este assunto, o coordenador do Núcleo Brasileiro de Design Inteligente, Enézio E. de Almeida Filho, publicou um verdadeiro desabafo em seu blog Desafiando a Nomenklatura Científica:
"Será que o fóssil de "criança" ajuda mesmo a entender a transição entre o símio e o homem? Antes de entrarmos nos aspectos científicos, uma nota esclarecedora: nós aprendemos na escola que filhote de macaco é chamado de macaquinho, nunca de criança. Vai ver, o estado deplorável e emburrecedor de nossa educação devem ter contribuído para o 'erro intencional' no título – Australopithecus significa 'macaco do sul', logo o título correto seria 'A macaquinha que subia em árvore'.
Ah, agora eu entendi o porquê de 'criança' no título – é que macaco sobe em árvore e um título assim não seria 'apelativo' e nem venderia bananas, oops, revistas. É preciso chocar os leitores. E a objetividade do jornalismo científico onde é que fica? Bem, a objetividade do jornalismo científico, às bananas com isso, oops, às favas com a objetividade jornalística! [...]"
Matéria da Veja
"Os ossos, encontrados numa região desértica da Etiópia, [...] pertencem à espécie Australopithecus afarensis, a mesma de Lucy, o fóssil descoberto em 1974 que se supõe seja um ancestral direto do homem moderno. Os arqueólogos acreditam que a menina – batizada de Selam, que significa paz no idioma etíope – viveu até os 3 anos e, pelo bom estado de conservação dos ossos, provavelmente morreu numa enxurrada e foi soterrada por areia e pedras. [...]
Os cientistas levaram cinco anos para remover o fóssil da menina do bloco de arenito que o envolvia, usando instrumentos semelhantes a brocas de dentista. Ao final, tinham o crânio praticamente inteiro, a espinha dorsal, os ossos do tronco, dos braços, das pernas e do pé esquerdo. Selam é também o mais antigo e o mais completo fóssil de criança já achado. Uma reconstituição artística de sua aparência, feita pela National Geographic Society, mostra uma Selam parte humana, parte símia. Ao encontrar o fóssil, os paleontólogos comemoraram ainda o excelente estado de conservação do osso hióide, situado na base da língua, que não costuma preservar-se no processo de fossilização. O osso hióide de Selam fornecerá informações sobre que tipo de sons a espécie produzia e ajudará os cientistas a entender melhor a origem da linguagem humana".
(Veja)
Se você quiser conhecer mais sobre o criacionismo, visite a seção "Digitais do Criador" do blog do Michelson Borges.
quarta-feira, setembro 13, 2006
Cientistas de 37 países vão simular o Big Bang - Experimento terá participação do Brasil
No final do ano que vem, na fronteira entre a França e a Suíça, terá início o maior experimento científico de todos os tempos. Dentro de um túnel blindado, pesquisadores farão reconstituições do Big Bang, a gigantesca explosão ocorrida há 14 bilhões de anos que deu origem ao universo. E o Brasil estará lá.
O projeto do Grande Colisionador de Hádrons (LHC, na sigla em inglês) é tão ambicioso - intelectual e financeiramente -, que nenhuma instituição seria capaz de realizá-lo sozinho. Trabalham nele 5 mil cientistas de 37 países, sob orientação do Centro Europeu de Pesquisa Nuclear (Cern). Da América Latina, participam só o Brasil e a Argentina. Até novembro de 2007, quando a máquina for ligada, o projeto terá consumido a fortuna de 10 bilhões de francos suíços (R$ 17,5 bilhões). As instituições brasileiras envolvidas são a UFRJ, a USP, a Unesp e o Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas.
O LHC ajudará a aumentar o conhecimento sobre o universo. As principais dúvidas se relacionam aos primeiros momentos após o Big Bang. Antes dele, toda a energia e toda a matéria estavam concentradas dentro de um espaço minúsculo, menor que o núcleo de um átomo. Com a explosão, a energia e a matéria foram liberadas e deram origem ao universo. Da mesma forma, energia e matéria serão liberadas dentro do LHC. A máquina produzirá pequenos Big Bangs.Os cientistas querem ver como surge a matéria. Provavelmente aparecerão partículas jamais vistas, como a Higgs, hoje conhecida apenas na teoria. Outro enigma é o destino da antimatéria, que some logo que a matéria é criada. Também não se sabe do que é feita a matéria negra. “Não sabemos o que compõe 95% do universo, o que é vergonhoso para um tema que dizemos ser fundamental”, afirma o pesquisador inglês Brian Cox, da Universidade de Manchester. Com isso, a física pode ganhar novas leis.
O túnel circular do LHC tem 27 km de extensão e está enterrado a 100 metros de profundidade. Dentro dele, serão lançados prótons (as partículas do átomo com carga positiva) em direções opostas e a velocidades próximas de 300 mil km/s, a velocidade da luz. A cada segundo, haverá 800 milhões de colisões, que produzirão energia e novas partículas - a velha fórmula E = mc2 diz que energia pode ser convertida em massa.
Quatro detectores instalados ao longo do túnel enxergarão e medirão a energia e as partículas geradas pelas colisões. O detector Atlas, por exemplo, é um cilindro de 45 m de comprimento e 22 m de altura (um prédio de cinco andares). Os cientistas acompanharão tudo da superfície.“É o maior experimento científico tanto em tamanho como em energia. Maior energia, só a dos raios cósmicos”, afirma o professor Fernando Marroquim, da UFRJ, que faz parte do grupo que construiu o Atlas. A temperatura dentro do túnel será de - 271°C, apenas 2°C a mais que o zero absoluto. “É a maior geladeira do mundo”, diz o físico Leandro de Paula, também da UFRJ, mas envolvido na construção do detector LHCD.
O LHC deverá ficar em funcionamento por 15 anos, com intervalos de algumas semanas para manutenção. A conta de energia será dividida entre os governos da França e da Suíça. “A comunidade física mundial está ansiosa aguardando o início do experimento”, continua Leandro de Paula. “Parecemos crianças à espera do brinquedo novo.”
(Por Ricardo Westin, do jornal O Estado de São Paulo)
É interessante que, na mesma semana que o papa Bento XVI discursa contra o evolucionismo, cientistas anunciam este experimento. Agora é esperar pra ver o que isso vai dar. Toda vez que o homem tenta brincar de Deus, alguma coisa sai errada. Seria mais fácil acreditar na Bíblia e aceitar a idéia de um mundo criado, não evoluído.
Saiba mais sobre o criacionismo. Clique aqui.
Júnior PEBA Paiva
Papa Bento XVI põe em dúvida a teoria do evolucionismo
Cerca de 230 mil pessoas se reuniram nesta terça-feira na esplanada de Islenger Feld, em Regensburg (Alemanha), para acompanhar a missa presidida pelo papa Bento 16, na qual o sumo pontífice disse que a ciência precisa se referir a Deus para entender a origem do mundo.
"O que existe na origem? A razão criadora, o espírito que opera em tudo e proporciona o desenvolvimento, ou a irracionalidade que, despojada de toda razão, produz estranhamente um universo ordenado de maneira matemática, assim como o homem e sua razão?", perguntou.
A fala do papa foi uma censura à teorias que chamou de "irracionais", que explicam a existência da humanidade como resultado do acaso."Neste caso, seria então apenas o resultado casual da evolução e, portanto, no fundo, também algo irracional", disse Bento 16, que durante sua carreira na Igreja católica foi professor de teologia dogmática na Universidade de Regensburg, na católica e conservadora Baviera.
Ainda nesta desta terça-feira, Bento 16 deve se reunir com cientistas e depois terá um encontro ecumênico com representantes das igrejas protestantes e ortodoxas. Essa é a primeira visita de Bento 16 a Regensburg. O papa chegou ontem à noite à cidade, saindo de Marktl am Inn, sua terra natal. Ele ficará em Regensburg, onde vive seu irmão, Georg, 82, até quinta-feira, quando irá a Friesing e depois Munique, para em seguida retornar a Roma.
(Folha de São Paulo)
Este discurso na Alemanha é um tanto estranho e diferente do que ele mesmo havia escrito quando cardeal em seu livro Criação e Pecado, onde se lê: “Não podemos afirmar: criação ou evolução. A fórmula exata é criação e evolução, porque duas coisas respondem a duas perguntas diversas. O relato do pó da terra e do alento de Deus não nos narra como o homem teve origem. Ele nos diz o que é. Nos fala de sua origem mais íntima, ilustra o projeto que está por trás dele. Vice-versa, a teoria da evolução trata de especificar e descrever processos biológicos. Não consegue, ao contrário, explicar a origem do ‘projeto’ homem, explicar sua derivação interior e sua essência. Nós nos encontramos, assim, frente a duas questões que se integram, não se excluem.”
Para saber por que os criacionistas bíblicos consideram o evolucionismo incompatível com seu modelo das origens, clique aqui.
Júnior PEBA Paiva


